sexta-feira, 3 de abril de 2009

Filmes para os quais eu não dava um tostão furado...

... mas que me surpreederam (e muito!)

Sou chata para filme. Até demais, eu diria. Então sempre tem aquele filme que na locadora te olha, ooolha, mas você nem dá bola. E num dia que parece que a cidade inteira resolveu locar todos os lançamentos da semana no exato momento antes de você chegar à locadora, você acaba locando aquele filme desprezado tantas vezes. E às vezes, ele é uma grata surpresa.

Xeque-mate (Lucky number Slevin), 2006, de Paul McGuigan: Esse é de quando eu e meu namorado entrávamos na locadora e falávamos (brincando, eu xuro! Como poderíamos imaginar que se tornaria verdade?!) que a Madonna estava fazendo muito mal ao Guy Ritchie, que desde que se casou com ela não tinha feito nada do calibre de "Snatch", só pucarias. Que os dois deveriam se separar para ele voltar a criar bons e divertidos filmes. aí vimos o trailer deste
"Xeque-mate" e achamos que tinha uma vibe Guy Ritchie. Tem, mas não tem. É bem diferente dos filmes do Guy mas ao mesmo tempo tem aquele lance de mil e uma histórias que se convergem em uma só. E tem gangues e máfias no meio disso tuda. Roteiro muito bem amarrado, diálogos divertidos e por vezes emocionantes e um elenco que dificilmente poderia dar errado: Sir Ben Kingsley faz ótemas cenas com Morgan Freeman e Bruce Willis prova que comédia é mesmo o seu forte. Josh Hartnet diverte as moçoilas e a vesga Lucy Liu os moçoilos.

Chumbo-grosso (Hot Fuzz) 2007, de Edgar Wright: Vi a crítica deste filme na "SET". Crítica nota 10. E olha que a revista tem críticos muito... críticos. Em 6 anos que leio a revista, vi no máximo 5 notas 10. Encafifei, craro, porque a sinopse não tinha nada de tão extraordinário assim: um policial londrino, tão competente e eficiente que seus superiores o invejam e acabam tranferindo-o para uma cidadezinha do interior, onde nada acontece e ele não mais poderá sertão eficiente e competente. Só que chegando lá ele se depara com crimes esdrúxulos e uma polícia interiorana... devagar. Mas é justamente no quão simplório o roteiro poderia ser que reside a diversão do filme. primeiro que o filme foi co-escrito e protagonizado por Simon Pegg, um comediante inglês que legitimamente merece herdar o legado Monty Pithon: faz comédia pela comédia, mesmo que a princípio pareça ridícula, no final a risada é inevitável. E Nick Frost, um ator que timidamente vem conquistando plateias. Ele é o Kevin james da Inglaterra: no filme ele não é protagonista, mas rouba todas as cenas em que aparece. A montagem do filme já merece aplausos, porque geralmente comédias são descuidadas neste quesito, mas aqui a montagem é parte essencial da comédia. Os personagens são os mais divertido que há (reparem na cena da conversa com o fazendeiro chucro; ro-lei de rir!). Virei fã de Simon Pegg, quero ver todos os filmes que ele fizer e os que já fez. Botem reparo nas participações relâmpago de Cate Blanchett e Peter Jackson (sim, o diretor de "O Senhor dos Anéis").


O roqueiro (The rocker), 2008, de Peter Cattaneo: Rainn Wilson divide o sucesso da série "The office", versão amercicana, com Steve Carell não é à toa. O cara nasceu cômico. O que tipo de comédia que ele faz é genética, não se aprende nem se ensina. E em alguns momentos do filme ele demonstra que pode vir a ser um bastante bom ator dramático. São sutilezas, sabe? Enfim. Neste ele faz o baterista rejeitado de uma banda dos anos 80, que, após sua saída, a banda virou o maior sucesso de todos os tempos. (A sequência inicial que mostra como ele enfurece ao ser dispensado da banda já é hilária!) Frustrado e amargurado, ele passa 20 anos tentando esquecer isso, mas não consegue. Até que por obra do destino (!) ele é chamado para substituir o baterista da banda do sobrinho no baile do colégio e apesar do vexame, consegue convencê-los a continuar a tocar juntos. Niqui um certo vídeo deles cai no Iutubíu e eles viram o viral do momento. Daí pra frente é uma loucurada atrás da outra: ele como o quarentão alucinado que não quer crescer acompanhando uma banda de adolescentes em crescente sucesso, mas bastante comportados e caretas (muito engraçada a cena que ele fla que os adolescentes de hoje só sabem se divertir com um "Playbox" :D). O elenco juvenil é bastante competente (com destaque para o sobrinho do cara, que é o mini-Jack Black; ele interpretou 2 ou 3 filmes em que fazia os personagens de Jack versão criança). O que podia ser um outro (péssimo) "American Pie" se mostra um filme divertidíssimo e modesto pro tanto que é bem escrito e dirigido. Tipo do filme que vou assistir um montão de vezes ainda.

5 comentários:

¿Controversy! disse...

Apesar de achar alguns filmes POLICIAIS muito bacanas, não gosto das COMÉDIAS feitas pelos norte-americanos. Prefiro filmes de ROMANCE, AÇÃO, FICÇÃO, SUSPENSE, TERROR e os EUROPEUS. Tenho uma coletâneas de DVD's e todas as comédias norte-americanas, exceto com Whoopi Goldemberg, estão de fora.
¿Beijos!

Carol Maria disse...

"Xeque-mate" não é comédia, "Chumbo grosso" não é americano e "O roqueiro" é mesmo muito bacana, mas gosto é gosto né.

Marcia disse...

Caroleta, eu definitivamente passaria longe dos tres filmes... mas sendo vc quem vc é prá filmes, eu vou procurá-los na locadora, tá?
Bjks e obrigada pelas dicas.

Pri disse...

Carol, confesso que também não assitiria nenhum desses três aí, porque não é o tipo de filme que eu gosto.
Mas como você mesma disse,que não dava um tostão furado e se surpreendeu, vale a pena conferir.

Natália disse...

Olhando os três na locadora, certeza que eu pegava O Roqueiro de cara, mas os outros eu não pegava não. Agora com indicação dizendo que é bom, aí é outra história...
Valeu as dicas. Gostei das mini-resenhas.

Beijos