terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Eu morro e não vejo tudo!

Como bem diria uma amiga minha: somos capazes de nos surpreender todo santo dia e ainda assim, não veremos tudo o que a natureza humana é capaz de fazer. De bom ou de ruim.
Quem me lê há um certo tempo sabe da admiração que tenho pelo esporte tênis. Não sou especialista, nem sou fã que compra pay-per-view, mas acompanho as notícias e, se dou sorte, consigo ver alguns campeonatos.
Admiro porque é um esporte invidualista. Você nunca pode culpar a torcida (que fica sempre silenciosa, por questão de concetração: eu não acerto aquela bolinha com uma raquete gigante daquelas nem que eu me curasse milagrosamente da miopia!) ou o técnico, porque, ali dentro, é só você mesmo, mais ninguém. Um sol do cão e um jogo sem limite de tempo. E extremamemte desgastante, física e psicologicamente. E justamente por todos estes fatores, nenhuma partida é igual a outra.
Admiro o Nadal desde que o rapaz foi capaz de ganhar Roland-Garros pela primeira vez 2 dias depois de seu aniversário de 18 anos (e eu vi o jogo, 4h e lá vai cacetada! Vi pela tv que fique claro, rs).
E hoje, admiro Federer que, apesar de saber que ele é um jogador excepcional, não sei, nunca lhe dei preferência de torcida, rs.
Mas ver um cara, experiente como ele, chorar de baldada por ter perdido para Nadal, é admirável porque: ele sabe que é sujeito a perder, ele já perdeu outras vezes, mas dá para ver que ali, ele colocou seu coração na raquete, e perder aquela partida e aquele campeonato talvez tenham lhe feito ver que a invencibilidade é inatignível para qualquer um. Que ele é humano mesmo afinal de contas e que, depois do cansaço de uma partida longa contra um adversário 5 anos mais jovem e canhoto (de quem ele já ganhou em várias outras ocasiões), num continente que está passando por um verão estupidamente quente, ele não aguentou que saudade do trema! e desmoronou, diante do troféu de 2º. lugar, diante de uma platéia enorme, diante do campeão. Chorou de soluçar. E elegantemente conseguiu se recompor para somente agradecer mas não sem deixar de demonstrar o quanto tudo aquilo lhe doía e pesava. Sem vergonha mesmo, deixou transparecer, talvez, sem conseguir esconder que reconhecia a vitória de Nadal mas que não deixava de se cobrar um resultado melhor.

5 comentários:

Pri disse...

Carol, confesso que o tênis não consta entre os meus esportes preferidos, na verdade eu nem entendo a regra por pura preguiça de aprender como funciona.
Mas eu adoro o Federer porque ele é um JAAL de primeira.
E eu fiquei com peninha dele... tadinho. Mas mostrar o quanto é humano e humilde fez com que ele se agigantasse aos meu olhos... ô coisa boa!
Lindo, fofo... fiquei com vontade de pegar no colo.

geny_tavares disse...

Dá pra entender a cara de choro dele, eu também choraria, afinal
de contas, como você mesma disse, é um esporte individualista. Você depende de você mesmo. O tempo de dedicação,a concentração, a força física, enfim, tudo vai depender do seu desempenho. Perder na final assim, depois desse esforço todo é mais do que frustrantre. Afinald e cotnas o importante é competir, ams ganhar é muito mais gostoso.
Tadinho, vou chamá-lo pra uma conversa...você viu aquele filme com a menina do Homem Aranha? Esqueci o nome dela e o filme, mas aquele tenista, valha-me Deus, que saúde.
beijones

Aninha disse...

Ai, Caroleta, apesar de estão tão pertinho do Guga, eu não entendo nadinha de tênis. Nem sabia de nada disto que contaste. Mas chorar assim, e se expôr de tal forma, é algo digno, de quem sabe que fez tudo o que podia, mas que não deu; reconhecendo quem conseguiu mas, não por isso, deixando de sentir pelo que não fez, né?

Narália disse...

Eu não entendo nadinha de tênis, mãããs eu acho homem chorando (de verdade, sem fingimento, que fique claro!) tonnn lindo. =)

Beijos, meninas

Anónimo disse...

É NaTÁLIA. Ato falho da porra, hahaha.

Natália