
Existem algumas pessoas que são à favor do aborto. Ponto. São à favor independente de qualquer condição, mas a principal alegação é a de que "O corpo é da mulher, ela decide o que fazer com seu corpo."
Há outras pessoas que são contra o aborto, até certo ponto. Em casos de estupro, má formação fetal ou que coloque em risco a vida da mãe, estas pessoas admitem que o aborto pode ser a melhor alternativa.
Há porém outras pessoas que são totalmente contra o aborto. Ele não é admitido em hipótese alguma. E eu sou uma destas pessoas e vou explicar o porquê:
O corpo é meu. Sim. Mas o corpo que está embutido dentro do meu corpo não é meu. Não é um apêndice que pode ser extirpado e descartado. Nunca. Eu posso, com o uso de métodos anticoncepcionais, evitar que este corpo venha se formar dentro de mim. Mas a partir do momento que ele está gerado, a decisão não é mais minha.
No caso do estupro, o bebê (sim, porque prá mim um feto é um bebê, uma vida) não tem culpa de nada. Ninguém me garante que eu ou você, ou algum de nossos antepassados não fomos gerados à partir de um estupro, não é mesmo??? A gente sabe o que nos contam...
Esta mulher é uma pessoa que foi gerada a partir de um estupro. (O estuprador apontou uma faca para o pescoço da mãe dela na ocasião do estupro)
Em casos que colocam em risco a vida da mãe também sou contra. Creio que o que tem que ser, será. Posso morrer atravessando a rua, bebendo água, engasgada chupando bala...E posso morrer tentando levar a termo uma gravidez. Ou posso levar a termo a gravidez, ter um filho, que será o melhor presente da minha vida, e continuar viva para vê-lo crescer. Não há garantias para nada nesta vida.
E há também os caso de má formação fetal. Os casos mais "comuns", que os juízes costumam conceder o direito de interromper a gestação, são em casos de fetos anencéfalos.(bebês que nascerão sem cérebro). A expectativa de vida de bebês assim são de algumas horas até no máximo 3 semanas.
A pequena Marcela de Jesus Ferreira, nasceu com esta condição no dia 20 de novembro de 2006 e, contrariando todas as expectativas dos médicos viveu por 1 ano e 8 meses e morreu por ter broncoaspirado leite.
Durante os 20 meses de vida, o desenvolvimento de Marcela esteve dentro dos padrões (peso e altura) para uma criança normal. A especialista ressalta que a causa da morte da criança não tem nenhuma relação com a falta do cérebro.
Qualquer criança pode broncoaspirar e morrer em decorrência disso.
Alguém poderá dizer: "Aaaah, mas olha as condições de vida dessa criança, ela não enxerga, não ouve, não fala, não sente nada, nem alegria, nem tristeza, nem dor!
Isso não é vida, é sobrevida!Imagine a vida que a família levava..."
Não é meu papel julgar isso, mas acredito que estes casos sempre nos ensinam alguma coisa. É impossível não tirar uma lição de vida de histórias como esta.
Quero que todos saibam que o texto acima expressa a minha opinião, apenas minha opinião. Não tenho intenção nenhuma persuadir ninguém a mudar de idéia com relação às suas próprias opiniões a respeito deste assunto.