sexta-feira, 13 de junho de 2008

Pingos nos is

Todo mundo que "me" lê há um certo tempo sabe que sou uma pessoa irritável: cri-cri, implicante, detalhista das menores e piores coisas (como por exemplo, pessoas que mascam chiclete de boca aberta, botas de cano longo por cima das calças e Raul Seixas, pra citar 3 fatores aleatórios que podem provocar minha irritação).
Mas há 2 outros fatores que vêm me cutucando as idéias e fui relevando. Curiosamente não são atitudes, nem moda esquisita, nem música ruim que não gosto. São expressões usadas ou erroneamente ou propositalmente erradas para dar a entender opiniões equivocadas, cretinas, hipócritas escondidas em palavras até bonitas. Só que agora encheu.

"Certeza absoluta". Oras, cacetes voadores. Se não é absoluta não é certeza. Certeza que não seja absoluta é dúvida.

"Muito sincero/a". Sinceridade não se mede. Ou se é ou não se é sincero/a, ponto.

Pronto, era isso que eu tinha pra falar hoje.

...

Lembrei. Ia apertar o botão de "Publicar Postagem" do Brogger quando lembrei de algo engraçado, sincero e justamente o que eu falaria se oportunidade tivesse (mas não é que tenho aqui no brog?).

Boris Casoy (um dos grandes responsáveis por esta que vos fala um dia ter querido ser jornalista; vejo o hômi nos tele-jornais desde que eu era crioncinha e ele já era totalmente grisalho), no jornal da noite, na Band, depois de noticiar que as raparigas fujonas reencontraram os pais, e estes disseram que vão conversar mais com elas (Opa, conversar?! Veja bem, minha senhora, conversar com ela, como a senhora fez até hoje deu no que deu, não foi? Então, quer um conselho? Castiguinho de não ir pra balada -- da escola pra casa, da casa pra escola -- só mais este restinho de ano, vai ver que beleza, vai funcionar, esta vontade de mudar de vida das raparigas fujonas vai passar rapidinho; garanto!), então, voltando ao sábio Boris, que se pronunciou da seguinte maneira quando a matéria terminou:
"Na minha época isso se curava com um bom chá: chá de chinela quente."
Salvo erros da minha memória gagá (destaque-se que não faz nem hora que vi o jornal), foram exatas estas palavras.
Boris, meu chapa, falou e disse, concordo com você, digo... com o senhor.

Ana Lívia e Giovanna, isto é uma vergonha!

4 comentários:

Juliana disse...

Tem certeza absoluta ou não de que ele falou isso?! Hehehe!

Carol Maria disse...

Tenho, Juliana, ele falou isso. Só o Boris pode dizer isso com credibilidade. Delirei, achei o máximo mesmo (não que eu pregue violência, mas um caso desses a gente até desconfia que faltaram limites -- não físicos, mas firmes -- dos pais delas pra que elas soubessem queo mundinho lá fora é cão e tals, não basta querer, etc.)

Revelando Segredos disse...

Quando penso no Boris, lembro: - Isso é uma vergonha!!! kkk Nossa como eu assistia Bóris no tempo que ele era o SBT. Saudades do bem.
Bjs...
Elis Rosa
www.revelandosegredos.kit.net

Paty Maionese disse...

Concordo com a Elis. Boris só me lembra "isso é uma vergonha".
E concordo com ele e com você: essas criaturas de Deus desconhecem todo e qualquer limite.
Ai de mim fazer um troço desse. O olhar "de pai" do meu pai nunca me deixou brecha pra rebeldia sem causa.

Fala sério...
Nunca apanhei não, mas sempre soube muito bem que pai é pai, mãe é mãe e filho é filho. Cada um no seu quadrado, digo, no seu lugar.

muahuahauhauhauahuahua